Nov

17

Design Thinking, Stanford e Rottman focam na inovação!! (vídeo)

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O método é revolucioário e embora baseado em alguns formas não tão novas de organizar idéias, adiciona um componente importante, a perspectiva dos usuários.

Tive a oportunidade de me envolver com o tema Design Thinking em duas oportunidades bastante interessantes. Uma delas participando de um Workshop em Stanford com os professores Martin Steinert e Larry Leifer, o último um dos autores do livro Design Thinking , Understand – Improve – Apply (Understanding Innovation).

Na segunda, assisti uma palestra do professor Roger L. Martin, da Rottman School of Business e um dos gurus do assunto, da Universidade de Toronto, na qual tive a oportuniade de estudar durante a conclusão de meu MBA.

Explicar o tema sem de fato vivenciá-lo, não é tarefa simples, mas nesse artigo abordarei alguns dos pontos mais importantes observados.

Uma das questões mais chave é o foco em balancear as questões analíticas e as intuitivas, de forma que se possa atingir resultados que tenham impacto nas  esferas da confiabiliade e da validade das soluções encontradas.

As empresas que buscam inovação, geralmente tendem a querer que isso ocorra baseado em premissas de experiências passadas, Analytical x Intuitiveuma vez que parece ser mais lógico e seguro, apoiar-se em dados históricos como se eles fossem garantia de performance futura.

Esse comportamento acaba tendendo a fazer com que o futuro seja igual ao passado e gera uma falsa sensação de segurança e assertividade. No entanto, como sabemos, é impossível prever o futuro. A dita “validade” das idéias só pode ser verificada no futuro, uma vez que elas aconteçam e isso faz com que esse dilema impeça em muitas empresas os chamados “leaps of the mind”.

Esses “leaps” são os chamados saltos da inovação e significam que determinadas idéia surgem após um processo de aprendizagem, construção e desconstrução de raciocínios e percepções e como tal, são impossíveis de serem comprovados com antencedência através de uma abordagem analítica, ou seja, com confiabilidade.

Em função desses fatores, nos laboratórios de Design Thinking em Stanford nos sentimos como crianças no jardim da infância. Rodeados de ferramentas e materiais é possível colocar em prática idéias, dentro dos 7 segundos de criatividade de cada indivíduo, Design Thinkingtempo confirmado em diversos estudos.

Pense em quantas vezes você teve aquela idéia brilhante antes de dormir, que se foi em alguns segundos de distração.

O processo estimula a convergência e a divergência de idéias, removendo as barreiras de julgamento e trazendo ao jogo, competências diferentes de diversos integrantes de cada grupo. A performance dos grupos está diretamente relacionada a empatia e ao link emocional criado entre os integrantes.

Sem perceber, os grupos são levados a navegar através do “funil do conhecimento” saindo da fase do mistério sobre como solucionar determinado problema, passando pela fase heurística ou de organização de idéias e chegando a criação do algorítmo, ou da solução ou proposta para resolver o problema.

É nessa fase, que protótipos de baixa aderência podem ser criados, dando aos participantes a oportunidade de testar suas idéias de forma rápida e com custo baixo, junto a seus usuários.

A mudança de ponto de vista, também é um dos pontos fortes. Assista o vídeo de Tim Browm, precursor do método.

Mas espere, onde o usuário mencionado desde o início deste artigo entra nisso? Bem, através da construção das chamadas “personas”, é possível determinar o perfil de determinado público alvo, buscar informações sobre ele e vivenciar a “jornada do cliente” para entender realmente quais são os pontos importantes para aquele perfil de usuário.

Deve-se focar 1/3 do tempo de um projeto no entendimento de quem são os usuários.

Com a realização desse método (não chame de processo), grandes inovações já foram possíveis. Desde a redução de custos para montagem de um satélite, até o lançamento de um novo joystick para games que solta fumaça depois de atirar.

No centro dessa metodologia, estão alguns itens importantes para observar: 

  • Coloque o usuário, persona, no centro do processo de criação;
  • Procure desconstruir conhecimentos antigos e fomente o fluxo de idéias, sem julgamento ou preconceito;
  • Crie um  ambiente propício para facilitar características criativas e a construção de protótipos, quebrando a hierarquia e as barreiras de linguagem;
  • Matenha grupos pequenos, de preferência até 4 indivíduos;
Esse método aparentemente desestruturado de inovar, trás a o oportunidade única de misturar a lógica e a percepção, ambos ingredientes de igual importância nos novos cenários complexos da competitividade global.
 
Abrir espaço para a inovação dentro das empresas e renovar este ciclo constantemente, é de extrema relevância para qualquer empresa buscando a liderança e a existência no mercado no longo prazo.
 
Não existe inovação sem risco, mas este pode ser minimizado utilizando-se as várias cabeças pensantes e experiências divergentes existentes em sua empresa.
 
Adotando esse método, certamente sua empresa desenvolverá uma fórmula vencedora, que combinará a análise e a percepção.

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